Em inglês soa sempre bem.

Posted in Random Stuff on Dezembro 25, 2011 by Débora

Zip, zip. Unlock and zip again. Skip to the end of it, to the tears of it, to the victories and defeats of it. Because it all bursts, somehow. And then repeat step one: zip, zip. Zip it all inside, so it doesn’t roth with the world, so it doesn’t get caught up in the moment, so it doesn’t lose its rawness. So it stays true. And yours, just yours. Not everybody else’s. Zip it just before you start dying with it. There’s not enough space for everything you want to keep – so unlock and zip again. And again, and again, and again. And you will marvel at how it never ends.

Desespero pela simplicidade.

Posted in Random Thoughts on Abril 18, 2010 by Débora

Doem-me os olhos de não dormir há mais de 24 horas. Doem-me os olhos que, mesmo abertos, nada captam, como a máquina fotográfica apontada ao mundo sem ninguém que lhe dispare o flash.

É isso: o mundo aqui à minha frente e eu imóvel. Porque sou pequena, porque tenho medo da infinidade de possibilidades, porque não gosto de todas as cores, nem de todos os cheiros, nem de todos os sítios, muito menos de todas as pessoas.

O mundo aqui à minha frente e eu perplexa, porque a minha ambição foi bem educada e, por isso, é humilde.

Em escuta: “Don’t Ask”, Grizzly Bear

De uma solidão para o mundo.

Posted in Random Thoughts on Fevereiro 25, 2010 by Débora

O espírito não tem feridas; persiste, sempre. Mas poucos entendem que isso não é necessariamente sinal de força. Prova disso é que se lamenta mais um cadáver do que um amor derrotado.

Coisas de antes.

Posted in Random Stuff on Janeiro 20, 2010 by Débora

A partir de uma certa altura, a minha história, com mais ou menos personagens, tem sido sempre a mesma: sou a miúda que procura resgatar o mundo que, aparentemente, lhe passou ao lado. Quero viver num cantinho de mundo onde a agressão seja uma coisa mais distante e a alegria de viver seja palpável. Vivo rodeada de gente que, a cada dia que passa, está mais próxima do abismo. Gente que carrega todos os dias no rosto uma insatisfação insuportável por não estar onde gostaria, por não ter o que quer – e, assim, a felicidade é uma coisa “dos outros”.

Hoje, apetece-me chorar por todas essas almas desistentes que decido abandonar.

*

Aproxima-se a altura de fazer as malas novamente e desta vez fá-lo-ei apenas por mim e pela vontade de viver mais do que isto que me tentam impingir. E é por isso que a bagagem será leve; o objectivo é começar do zero, desenhar o meu próprio esboço e dar-lhe forma depois, com todos os lápis de altos e baixos que for comprando pelo caminho.

Está quase na hora – não sei se quero uma anestesia ou se quero sentir tudo.

Caring is Creepy…

Posted in Random Thoughts on Janeiro 3, 2010 by Débora

… Ou o mood de hoje, cortesia dos The Shins.

“O meu cérebro parece um centro comercial em época de Natal.”

Posted in Random Thoughts on Dezembro 23, 2009 by Débora

Dúvida: a partir de que idade é legítimo usar o indiscutível argumento “é da idade”, para desculpar todas as trapalhadas que protagonizamos nesta vida?

Boas Festas.

He said, she said…

Posted in Random Stuff on Dezembro 2, 2009 by Débora

Visto no perfil do Facebook de alguém que viu o mesmo no Twitter de outro alguém:

“90 people get Swine Flu and everybody wants to wear a mask. A million people have AIDS and nobody wants to wear a condom.”

Kind Of Blue

Posted in Music, Things I Love ^^ on Novembro 15, 2009 by Débora

Quarta-feira passada, no CCB, o concerto comemorativo dos 50 anos desse álbum incontornável – não só da história do Jazz, mas da história universal da música.

Jimmy Cobb, única lenda ainda viva da formação original liderada por Miles Davis, mostrou que os seus 80 anos não estão para brincadeiras.

Wallace Roney (trompete), Vincent Herring (sax alto), Javon Jackson (sax tenor), Larry Willis (piano) e Buster Williams (contrabaixo) são os restantes membros da fabulosa So What Band, que tem acompanhado Jimmy Cobb na digressão mundial Kind Of Blue At 50.

Sobre a emoção de ver Jazz deste calibre ao vivo, é quase impossível dizer o que quer que seja. A música respira no Jazz como em nenhum outro género: cada músico tem a liberdade e o espaço que precisa e merece para fazer a sua arte crescer. É o chamado respeitinho pelo artista, que é bonito de ver.

A propósito de Jazz, quem puder que dê um pulinho ao festival Guimarães Jazz, a decorrer no Centro Cultural Vila Flor até ao dia 21 de Novembro. Mais informações aqui.

My Favorite Things #1

Posted in Things I Love ^^ on Novembro 7, 2009 by Débora

  1. “Blue Skies”, Noah & The Whale
  2. “Berlin, Without Return”, Voxtrot

Compasso de espera.

Posted in Random Thoughts on Outubro 23, 2009 by Débora

Este é um dia sem forças para me agarrar. É um dia sem abraços de boas vindas, sem calorosas recepções, sem palmadinhas nas costas, sem um sinal de agradecimento, sem grandes promessas, sem grandes descansos, sem grande coisa. Este é um dia à espera de acabar, à espera de se apagar, à espera de extinção. E por isso a música é solene, quase fúnebre, anunciando a despedida de uma jornada que ainda agora mal começou – “this is the longest goodbye“.

E, apesar de tudo, não são estes os dias que nos reservam as maiores surpresas, os maiores sorrisos, os momentos que ficam para sempre?

Este é um dia sem forças para me agarrar. Hoje, vou ser eu a agarrá-lo.

* em escuta:

Bones and Bottles (Shade & Sympathy), Califone

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