My Favorite Things #1
Posted in Things I Love ^^ on Novembro 7, 2009 by DéboraCompasso de espera.
Posted in Random Thoughts on Outubro 23, 2009 by DéboraEste é um dia sem forças para me agarrar. É um dia sem abraços de boas vindas, sem calorosas recepções, sem palmadinhas nas costas, sem um sinal de agradecimento, sem grandes promessas, sem grandes descansos, sem grande coisa. Este é um dia à espera de acabar, à espera de se apagar, à espera de extinção. E por isso a música é solene, quase fúnebre, anunciando a despedida de uma jornada que ainda agora mal começou – “this is the longest goodbye“.
E, apesar de tudo, não são estes os dias que nos reservam as maiores surpresas, os maiores sorrisos, os momentos que ficam para sempre?
Este é um dia sem forças para me agarrar. Hoje, vou ser eu a agarrá-lo.
* em escuta:
Entre as duas da manhã e os minutos seguintes.
Posted in Random Thoughts on Setembro 30, 2009 by DéboraSentir que, no presente, vi o passado – ou o futuro de um passado. É dizer olá a quem já se disse adeus, é cumprimentar alguém de quem já nos despedimos. Tento decifrar a melhor das opções: ou deixar ir ou agarrar o que tenho, enquanto o tenho. É o meu eterno dilema e sempre será. E é sempre nestas alturas que vejo umas escadas mesmo à minha frente, convidando-me a saltar, a correr, a fugir. Mas fugir de quê? Do que quero ter mas tenho medo de perder? Que absurdo é esse?
Comigo, todos os absurdos são possíveis (e se a vida é a mãe de todos os absurdos, então estou no sítio certo, à hora certa).
Crise de (quase) meia-estação.
Posted in Random Thoughts on Setembro 11, 2009 by DéboraAs luzes fogem-te dos olhos, os sons parecem chegar até ti nos decibéis errados. Vês gente a chegar e a partir como estrelas cadentes, e ela dá passos de bébé em direcção à cidade – tu já estiveste no lugar dela, pensas.
Sorris, mas rezas secretamente. E não sabes se é por ela, ou por ti.
Oxalá tenhas razão, John Butler.
Posted in Music, Random Thoughts on Agosto 29, 2009 by Débora“And if birds could fly high over their troubles,
She gonna find some of her own wings and fly.”
Mudar de ares.
Posted in Uncategorized on Agosto 3, 2009 by DéboraFui ali e já venho. Pode ser que nos vejamos por lá.
O desconhecido é um apeadeiro.
Posted in Random Thoughts on Julho 15, 2009 by DéboraE o comboio continua em andamento…
Gosto pouco de paragens frequentes – quebram o ritmo e, até, a paisagem. Mas, amanhã, vou sair na próxima estação. Não sei o que me espera e foi isso que me fez parar. A viagem é minha e só minha, mas gosto da tua companhia. Vai ficando; eu não me importo. Quando partires, mando-te postais.
“You’ve got my soul, I’ve got your heart.”
Posted in Music on Julho 7, 2009 by Débora
Que vício, que vício…
(E a voz de Murray Lightburn é assustadoramente parecida à de Damon Albarn.)
Ornithology.
Posted in Random Thoughts on Maio 12, 2009 by DéboraDado que dormir tem estado difícil, também os bilhetes de ida para o subconsciente estão, de momento, esgotados. Agora estou numa de sonhar de olhos bem abertos. Vejo-me estupidamente feliz, com um sorriso que dói de tão permanente, respirando com o mesmo prazer que me daria viver para sempre – e é nisso que estou a acreditar; porque nenhuma criança concebe a morte, sou imortal. Sobrevôo, assim, toda a falibilidade das coisas materiais, assumindo a obscena leveza da alma que sou, imune a qualquer corrente. Sou o Jazz, danço o Samba, canto a Bossa Nova e expiro a Soul num Rhythm’n'Blues muito meu, muito Indie. Despeço-me de todos os menores que conheci até hoje – agora, existo no acorde maior do mundo. Cruzo-me com outros tantos pássaros que me sorriem, reconhecendo-me, inequivocamente, como uma deles. Faço, finalmente, parte do bando, a única colectividade onde a minha total individualidade é possível, onde o que não fui e o que poderia vir a ser é insignificante ao ponto de me fazer explodir numa gargalhada: o que nos prende ao solo não é a lei da gravidade, mas sim a imbecilidade de todas as vãs preocupações da Humanidade. Foi essa a lição que me ofereceste, e eu decidi dar o salto – nem grande, nem pequeno; definitivo. Abracei moderadamente a imoderação do derradeiro sonho da liberdade, a fuga sem destino planeado, a vontade nula de olhar para trás. Ter-te por perto.
(Um dia que decidas poisar noutros parapeitos, terei a nossa fotografia a sépia.)
